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Nova Submissão à ONU Destaca Barreiras de Emprego para Pessoas com Albinismo na Argentina

  • Writer: Henrique Napoleão Alves
    Henrique Napoleão Alves
  • Oct 7, 2025
  • 3 min read

GENEBRA – 7 de outubro de 2025 – Novo relatório submetido à ONU pelo Facts and Norms Institute | Instituto Fatos e Normas detalha as barreiras profundas e interconectadas que impedem as pessoas com albinismo na Argentina de exercerem seu direito ao emprego.


De autoria do Professor Henrique Napoleão Alves, a submissão, intitulada "O Direito Humano ao Emprego de Pessoas com Albinismo na Argentina" (The Human Right to Employment of Persons with Albinism in Argentina), baseia-se em pesquisas anteriores do Instituto sobre o direito à saúde, uma colaboração com os médicos Hugo Lana Devita e Olivia Murga. O documento utiliza evidências desse estudo anterior para ilustrar como os desafios enfrentados desde a infância criam um "efeito cumulativo" que limita o acesso ao mercado de trabalho.


Embora o relatório observe a falta de estatísticas oficiais do governo sobre o emprego de pessoas com albinismo, ele aponta dados alarmantes para a comunidade mais ampla de pessoas com deficiência na Argentina, onde mais de 80% dos indivíduos com certificado de deficiência estão desempregados. A pesquisa do Instituto sugere que as pessoas com albinismo enfrentam uma combinação única de desafios que contribuem para essa crise.


As principais barreiras identificadas na submissão incluem:


  • Estigma Generalizado e Desinformação: Mitos difundidos e ignorância sobre o albinismo levam ao isolamento social e à discriminação desde a infância. O relatório cita Daniel Matías González, uma pessoa com albinismo, que descreveu ser "o diferente" e enfrentar olhares de "desprezo ou espanto".


  • Falhas Educacionais: O relatório argumenta que as barreiras ao emprego geralmente começam na sala de aula. As escolas frequentemente carecem de conscientização e falham em fornecer as adaptações necessárias, como assentos preferenciais para baixa visão, materiais adaptados ou até mesmo apoio básico para a aplicação de protetor solar. Eliana Arraya, advogada com albinismo, é citada afirmando: "Conheço vários que não conseguiram avançar na escola. Isso te isola para sempre".


  • Falta de Adaptações Razoáveis no Local de Trabalho: As realidades físicas do albinismo, incluindo baixa visão, fotofobia e alto risco de câncer de pele, exigem adaptações que os empregadores muitas vezes não fornecem. Estas podem incluir ajustes simples na iluminação, telas ampliadas, opções de trabalho remoto ou permissões para medidas de proteção contra a exposição ao sol.


  • Carga Financeira Significativa: A submissão coloca uma forte ênfase nos custos pessoais recorrentes para itens essenciais de saúde. Protetor solar de alto fator de proteção (FPS), óculos especializados e lupas eletrônicas muitas vezes não são cobertos por seguros de saúde estatais ou privados, forçando os indivíduos e suas famílias a arcar com uma carga financeira significativa simplesmente para manter a saúde e funcionar em um ambiente de trabalho.


A pesquisa baseia-se em análise doutrinária, dados públicos, fontes da mídia e entrevistas qualitativas com pessoas com albinismo, suas famílias e profissionais de saúde, realizadas para um relatório anterior do Instituto sobre o direito à saúde.


O Facts and Norms Institute | Instituto Fatos e Normas, uma instituição acadêmica independente baseada no Sul Global, conclui que essas questões interconectadas criam um ciclo de exclusão que limita severamente as oportunidades para pessoas com albinismo na Argentina, impactando sua educação, saúde e, em última análise, sua capacidade de garantir um emprego digno.


A submissão completa fornece análises detalhadas e referências que apoiam estas conclusões. Confira o arquivo abaixo para download gratuito da submissão no idioma original de envio:



Contato:

Professor Henrique Napoleão Alves

 
 
 
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